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Diogo Noronha recria a Última Ceia

Diogo Noronha com prato principal
 
Pela Páscoa, o canal HISTÓRIA convida um chef para fazer a recriação da Última Ceia de Jesus Cristo e os apóstolos, adaptando-a a um estilo inovador. O canal teve como principal inspiração o Mar e desafiou o Chef do Pesca, Diogo Noronha. O menu vai estar disponível no restaurante Pesca, em Lisboa, até ao dia 1 de abril.
 
“Este projeto já teve variadíssimas interpretações artísticas, por isso, para esta nova edição quisemos fazer diferente. Inspirámo-nos num tema em exclusivo - o Mar, com o objetivo de homenagear Jesus Cristo e os apóstolos, todos eles chamados para serem “Pescadores de Homens”. Procurámos chefes conceituados que se relacionassem com o tema e que pudessem responder ao desafio de investigar o passado, de forma a apresentarem-nos uma proposta atual e inovadora do menu de A Última Ceia de Jesus Cristo e os apóstolos. Não podíamos estar mais satisfeitos com a nossa escolha e com o resultado final desta produção especial”, refere Carolina Godayol, Diretora Geral do The History Channel Ibéria.
 
Diogo Noronha faz do peixe fresco a grande matéria prima e foi o protagonista de um mini programa, em que os espectadores assistiram ao processo criativo de Diogo Noronha para a recriação da ceia mais célebre da História.
 
“No tempo de Cristo, as últimas ceias tinham como propósito a preparação para o Sábado ou para um festival e era uma reunião religiosa na sua essência. Esta reunião era constituída de uma discussão religiosa seguida de um lanche simples com pão normal ou não levedado e vinho misturado com água, com um copo apenas passando por todas as pessoas que lá estavam. Esta reunião era conhecida na cultura judaica como o Kiddush e era observado por pessoas piedosas no dia a dia, principalmente entre cristãos.
 
É quase que certo que Jesus e os seus discípulos tinham o costume de observar esta reunião nas noites de sábado (para nós na sexta-feira à noite) ou nas noites antes dos festivais, como era a Páscoa. Não havendo certezas quando terá sido a ementa da Última Ceia proponho-me recriar um menu onde se reflita esta noção de ritual de passagem, de renascer, de ressurreição, de nova vida”, comenta o Chef Diogo Noronha.
 
O menu sustenta a recriação de quatro pratos: couvert, uma entrada, um prato principal de peixe e uma sobremesa, que refletem a noção de ritual de passagem, renascer, ressurreição e de nova vida.
 
Entrada da Última Ceia
 
Minimizar o impacto ecológico da cozinha que pratica também é uma das maiores preocupações do Chef, tendo isso em consideração para a confeção do menu foram eleitos produtos que respeitam uma filosofia de sustentabilidade.
Diogo Noronha contou com a colaboração de Adolfo Henriques, produtor da Granja dos Moinhos, reconhecido pelo trabalho  na  pesquisa  e utilização  de técnicas  e  produtos  antigos  no sector alimentar, nomeadamente a produção do trigo barbela.
 
Contou ainda com a ajuda de Joana Sarrazy, da Quinta do Poial, uma jovem agricultora conhecida por fornecer legumes biológicos e ervas aromáticas a muitos dos grandes chefs em Lisboa.
 
Para começar, o courvet: pão ázimo de sésamo e cominhos, acompanhado de mexilhão fumado, piso de urtigas e azedas; como entrada: tártaro de atum com salada de trigo tufado, ervas frescas e avelãs e, como prato principal: tamboril na brasa, com cenouras brancas e raiz de salsa, caldo de açafrão e gengibre, algas e plantas costeiras. Por fim, para a sobremesa, uma ideia muito original - um ovo de chocolate recheado com mousse de mel, própolis e damasco -, baseando-se nas tradições que influenciaram o momento marcante na vida de Cristo.
 
Sobremesa da Última Ceia
 
“Os historiadores são consensuais em dizer que a Última Ceia era o cumprir de uma tradição judaica para a preparação da Páscoa. O termo “Páscoa” tem uma origem religiosa que vem do latim Pascae. Na Grécia Antiga, este termo também é encontrado como Paska. Porém, a sua origem mais remota é entre os hebreus, onde aparece o termo Pesach, cujo significado é passagem. Por outro lado, na Idade Média  os antigos povos europeus, nesta época do ano, homenageavam Ostera, ou Esther – eminglês, Easter quer dizer Páscoa. Ostera (ou Ostara) é a Deusa da Primavera, que segura um ovo na sua mão e observa um coelho, símbolo da fertilidade.
 
A deusa e o ovo que carrega são símbolos da chegada de uma nova vida. A celebração de Ostara comemora a fertilidade, um tradicional e antigo festival pagão que celebra o evento sazonal equivalente ao Equinócio da primavera. Algumas das tradições e rituais que envolvem Ostara incluem fogos de artifícios, ovos, flores e coelho. Os ovos eram mais um presente original, que simbolizava a ressurreição como início de uma vida nova”, explica Diogo Noronha

A proposta de menu A Última Ceia do Chef Diogo Noronha estará disponível a partir entre 27 de março e 1 de abril, no restaurante Pesca, com morada no número 27 da Rua da Escola Politécnica (Lisboa), como opção de refeição ao almoço ou jantar (preço: 50€ por pessoa, Wine pairing: 25€)
 
 
A Última Ceia foi gravada no restaurante Pesca, na Doca Pesca (Sesimbra) e na Quinta do Poial - Agricultura Biológica (Setúbal), sendo emitida no canal HISTÓRIA, durante a Semana Santa, a partir do dia 23 de março, às 22h40 até à Páscoa, dia 1 de abril.